O jogo em Portugal continua a evoluir, mas a relação entre apostas físicas e online mantém-se central para compreender os comportamentos dos jogadores. Com base na pesquisa “Hábitos de jogo online dos portugueses”, realizada pela Aximage para a Associação Portuguesa de Apostas e Jogos Online (APAJO), avaliamos práticas e preferências a partir de 1.008 entrevistas a utilizadores entre os 18 e os 65 anos.
Enquanto jogos físicos como o Euromilhões e as raspadinhas continuam populares em 2025, o crescimento do digital, com plataformas como o casino BacanaPlay, revela uma migração consistente para o online. Continue a ler e descubra como a conveniência e a segurança assumem protagonismo quando o assunto é apostar e jogar casino online.
Embora o jogo online ganhe cada vez mais destaque, as apostas físicas continuam a dominar o quotidiano de jogo dos portugueses. Segundo as respostas do total dos inquiridos, o Euromilhões mantém-se no topo das preferências, com 52,2% a jogar regularmente, seguido das raspadinhas (42,9%) e do Placard físico (35,8%). Esta liderança reflete o peso cultural dos produtos dos Jogos Santa Casa, enraizados em hábitos de longa data e na perceção de prémios, algo particularmente evidente no Euromilhões, onde existem mais de 139 milhões de combinações possíveis para formar uma aposta.
A seguir surgem as plataformas e aplicações digitais, que já reúnem 32,1% de utilização regular. Depois encontra os casinos físicos, Eurodreams, Totoloto e Totobola, lotarias e, por fim, o bingo.
Esta predominância também se verifica na publicidade. O Euromilhões e as raspadinhas são os produtos mais visíveis, concentrando 35% das menções. As plataformas digitais surgem logo depois, com 18,4%, ultrapassando o Placard (17,2%) e as salas de jogo físicas (12,4%).
Revelando uma forte ligação ao universo físico antes da transição para o digital, também é possível analisar o primeiro contacto dos jogadores com este mercado. Segundo os dados do total de inquiridos, a maioria iniciou a sua atividade em produtos tradicionais. 24% dos jogadores tiveram o primeiro contacto com jogos a dinheiro através do Euromilhões, enquanto 18,8% foi com raspadinhas e 14,9% com os casinos físicos. Seguem-se o Placard e as plataformas digitais, ambos com 11,6%, e, posteriormente, o Totoloto/Totobola com 11,2%.
Esta distribuição mostra que o percurso inicial do apostador português permanece profundamente associado aos produtos Jogos Santa Casa. Contudo, este ponto de partida físico não impede uma evolução para o online, onde a diversidade e a conveniência tornam o ambiente digital particularmente interessante.
A chegada dos jogadores aos operadores online continua a ser fortemente influenciada pelos meios digitais e pelo passa-palavra. Entre os jogadores que utilizam plataformas licenciadas, as redes sociais surgem como um dos principais pontos de entrada, sendo referidas por 36,2% dos inquiridos (com base em 970).
Por sua vez, a recomendação de amigos (37,1%) e a televisão (34,5%) apresentam valores muito próximos. As pesquisas em motores como o Google também desempenham um papel relevante, mencionadas por 28,2% dos participantes, seguidas dos sites portugueses (23,1%).
Embora os dados relativos a utilizadores de plataformas exclusivamente ilegais devam ser lidos com cautela devido à amostra reduzida, também é possível tirar algumas conclusões. Percebe-se que as recomendações de amigos, redes sociais, pesquisas e TV permanecem como as formas de acesso mais frequentes.
A migração dos portugueses para o jogo online está fortemente associada à perceção de segurança e ao conhecimento sobre o licenciamento das plataformas. Os dados do estudo mostram que esta consciência é hoje muito elevada. 94,2% de 970 inquiridos sabe que as plataformas de jogo online devem possuir licença do SRIJ, uma evolução positiva face aos anos anteriores.
Esta familiaridade com o quadro legal traduz-se numa preferência clara por operadores autorizados, com 65,6% dos jogadores a afirmar que não recorre a sites sem licença. No entanto, entre aqueles que utilizam plataformas ilegais, 61% desconhece que estas não são autorizadas. Assim, segurança, transparência e licenciamento surgem como fatores determinantes para a escolha e permanência dos jogadores no ambiente digital.
As preferências dos jogadores revelam diferenças claras entre o que procuram em plataformas licenciadas e o que os atrai nos operadores sem licença do SRIJ. Nos sites autorizados, os fatores mais valorizados são:
Já nas plataformas ilegais destacam-se:
Entre os jogadores que assumem utilizar operadores não licenciados, muitos apontam funcionalidades que gostariam de ver replicadas nos sites legais. Entre elas destacam-se a maior oferta de modalidades de apostas desportivas, cashout completo, recurso de betbuilder, opção de compra de bónus e casino em tempo real.
Entre os jogadores que utilizam plataformas licenciadas em Portugal, é revelado um nível de confiança consistente. De acordo com os resultados dos 577 inquiridos que jogam exclusivamente em operadores legais, 79% afirmam estar satisfeitos ou muito satisfeitos com a experiência proporcionada, sendo que 56% se declaram satisfeitos e 23,2% muito satisfeitos. Apenas uma minoria, cerca de 4%, refere algum grau de insatisfação, o que evidencia uma perceção globalmente positiva do setor.
Além disso, 15,6% dos participantes manifestam uma opinião neutra, indicando que, mesmo sem entusiasmo, reconhecem estabilidade no serviço. Estes resultados reforçam a ideia de que o licenciamento e os padrões de segurança associados ao SRIJ contribuem decisivamente para uma experiência de jogo mais confiável, equilibrada e alinhada com as expectativas dos utilizadores.